Edição: 11992 Data: 29/04/2017

Notícias - Garça

A partir de hoje garcense paga mais caro pelo botijão de gás

21/03/2017 -


Sindicato coloca que ainda não é possível prever o impacto do reajuste para o consumidor


 

A partir de hoje, a dona de casa garcense tem um motivo a mais para se “assustar”. Mais uma vez o governo reajustou o preço do botijão de gás. 


O reajuste entrou em vigor à zero hora desta terça-feira, 21 de março e conforme explicou José Luiz Santos da Silva – Zú, como é mais conhecido -, proprietário da Traz Gás, o reajuste varia entre 10 e 13 % e será aplicado diretamente no preço final do produto. A empresa alertou que a correção divulgada não se aplica ao GLP de uso industrial. 


A Petrobras aumentou em 9,8%, em média, os preços dos botijões de até 13 quilos de gás liquefeito de petróleo para uso residencial (GLP P-13).


“Com esse aumento, o botijão será vendido em torno de 60 reais. É muita coisa. Difícil na situação econômica do país, do jeito que as coisas estão, com tanto desemprego, eles aplicarem um aumento de 5 reais por botijão. Vendendo a 55 reais já está difícil, imagina a 60?”, falou o empresário garcense. Segundo ele, em setembro do ano passado, já houve um reajuste e a expectativa (e até promessa da Petrobras) é de que não haveria outro aumento e de repente “mudam tudo”.


Ao contrário do que disse Zú, a Petrobras destacou que as revisões dos preços feitas para as refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, uma vez que, de acordo com a legislação, há liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados.


“Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, apontou a empresa na nota de informação do aumento.


“O preço vai cair direto no consumidor, pois já vamos comprar produtos com preços novos. Eu, junto a minha companhia, vou tentar negociar para não vender o produto acima de 60 reais, pois na verdade, com aumento de 13%, teria que vender a R$ 62,15, pois o aumento é de R$ 7,15, mas vou tentar manter em 60 reais”, disse o garcense.


Pelos cálculos da companhia, se o reajuste for repassado, integralmente, aos consumidores, o preço do botijão de GLP P-13 pode ter alta de 3,1% ou cerca de R$ 1,76. Isso, se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos. Ainda conforme a nota, o ajuste foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos.


É certo que a estatal anunciou na sexta-feira (17) reajuste de preço de 9,8%. Mas, como o botijão passa por distribuidores e revendedores até chegar às residências, é possível que os dois elos da cadeia revejam suas margens de lucro e que o aumento chegue maior ao consumidor


Nessa diferença entre o que divulga a Petrobras e o que chega até o consumidor, o fato é que a partir de hoje o garcense pagará mais caro pelo botijão de gás.


O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) disse que foi surpreendido pela decisão da Petrobras. “A medida parece visar a equiparar, gradativamente, o preço do gás LP comercializado internamente ao preço do mercado internacional. São esperados outros movimentos, também de baixa do preço do gás LP para embalagens maiores que 13 quilos”, afirmou entidade em comunicado.


Segundo o Sindigás, ainda não é possível prever o impacto do reajuste para o consumidor, uma vez que o mercado é livre e os cálculos apresentados são meramente especulativos.

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