Edição: 11375 Data: 25/10/2014

Notícias - Garça

ECONOMIA - Indústria acumula perda de 700 postos de trabalho este ano

25/10/2014 -


A indústria da região fechou 50 postos de trabalho em setembro, segundo a pesquisa mensal realizada pela Fiesp-Ciesp (Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). No ano, o resultado é negativo em 2,06%, representando uma queda de aproximadamente 700 empregos. Já nos últimos doze meses, a queda foi ainda mais representativa, em 4,02%, o que representa um recuo de 1450 postos de trabalho.

O mês de setembro de 2014 apresentou o pior resultado para o período desde 2011, quando o resultado foi negativo em 0,83%. Em 2013, o nono mês do ano teve resultado positivo em 1,3%. Já em 2012,o resultado foi favorável em 0,08%. O índice do nível de emprego industrial na diretoria regional em Marília foi influenciado pelas variações negativas dos setores de Artefatos de Couro, Calçados e Artigos para Viagem, com 5,92%, seguido por produtos alimentícios (-0,26%) e máquinas e equipamentos (-0,28%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do índice total da região. O resultado não foi ainda pior, devido às variações positivas dos setores de produtos têxteis, com alta de 5,33, seguido por bebidas (4,71%), produtos de madeiras (3,08%) e produtos químicos (2,44%).

Já o resultado do acumulado do ano foi influenciado pela queda no setor de celulose e produtos de papel (- 52,63) e produtos de borracha e material plástico (- 14,52%). Na avaliação do diretor regional do Ciesp, Flávio Peres, o ano para o emprego na indústria está sendo ruim e a tendência é de queda para os próximos meses, devido ao cenário político.

“Estamos em um ano atípico, a queda foi maior do que o esperado. O Brasil teve a Copa do Mundo e agora enfrenta problema política. Acreditamos que os próximos meses ainda teremos queda e o governo que for eleito precisará ter uma grande atenção com a indústria para que a mesma se recupere”.

Peres afirma que mesmo em queda, a região ainda está com resultado superior a outras cidades do Estado. “Temos uma leve queda e se comparamos a outras cidades do estado, estamos melhores, mas mesmo assim precisamos de recuperação. Há queda na produção e automaticamente corte de empregos. Os empresários precisam voltar a ter confiança e isso depende do lado político, não somente da questão econômica”.

Para o economista Eduardo Rino, a situação incômoda na indústria é causada principalmente pelo receio do investimento por parte dos empresários, além da inadimplência. “Para minimizar os gastos, um dos primeiros aspectos atingidos é redução da mão de obra ou contenção em novas contratações”.

Outro fator determinante é a dificuldade na liberação de crédito para compra de equipamentos. “O governo faz caixa para poder fechar o compromisso fiscal e mostrar aos credores que possui receita para sanar os débitos, isto porque ainda faltam R$ 60 bilhões para este sinal. Entretanto, esta iniciativa prejudica a indústria”, explica.

 


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