Edição: 11515 Data: 28/05/2015

Notícias - Garça

Lançamento de livro sobre o G.F.C marca mais um gol para a literatura garcense

28/05/2015 -


Futebol, literatura e política são os temas mais recentes abordados pelo autor

41 campeonatos. 201 adversários. Estatísticas, entrevistas, depoimentos, fotos e reproduções de material publicitário. Os maiores artilheiros, as maiores goleadas feitas e sofridas. A famosa rivalidade com Marília, contextualização histórica, palpites sobre o melhor time de todos os tempos, nomes que despontaram no cenário nacional, os 10 grandes momentos do time. Estes são apenas alguns dos itens que fazem do livro Trajetória do Futebol Profissional do Garça 1950 a 2004, estar sendo tão procurado entre os leitores garcenses.

Mais do que números, o professor, historiador e sociólogo Luiz Maurício Teck de Barros, autor o livro, traz uma série de boas histórias, parte delas escritas a partir de conversas e entrevistas com ex-jogadores e familiares, torcedores e simpatizantes do Garça Futebol Clube; outra parte vem de suas próprias impressões e memória, de quando assistia aos jogos, nos anos 80.

Tantos dados e pesquisas (feitas também no arquivo do Jornal Comarca de Garça e no Museu Histórico e Pedagógico), renderam 600 páginas de histórias, comparações, estatísticas e informações bem curiosas: “Em termos de volume, é o segundo livro mais ‘grosso’ feito na cidade, só perdendo para o Livro de Garça”, conta Luiz Maurício, que empregou 1 ano e meio nesta obra, no tempo livre entre os horários de trabalho. E tanto empenho tem valido à pena: o autor comemora as boas vendas de seu livro e a procura dos leitores-torcedores pela obra: “Os livros que eu havia deixado na loja do Enéas, já se esgotaram, estou fazendo mais unidades, mas desta vez quem quiser comprar, pode tratar diretamente comigo, durante as reuniões da Apeg (Associação de Poetas e Escritores de Garça, entidade da qual Teck foi um dos fundadores e presidentes). Tenho certeza que os leitores que acompanharam tanto o Garça Esporte Clube, até 1965 e depois o Garça Futebol Clube, vão gostar muito e relembrar vários momentos. E para quem não chegou a conhecer os times, o livro traz sempre uma contextualização histórica, para situar o leitor no tempo”, avisa o escritor.

Dentre as várias fontes consultadas, como os extintos jornais O Palanque e Correio de Garça, que estão no museu, Teck também “fuçou” nos arquivos do Comarca de Garça: “Mas também descobri muitas coisas conversando com as pessoas. Às vezes eu estava até em outra cidade com alguns amigos e surgia o assunto, e vinha uma pessoa dizendo que acompanhou o Garça em determinada época, e assim mais material ia aparecendo. Muitas pessoas colaboraram com este livro, agradeço muito a todos: ao Jornal Comarca de Garça, ao pessoal do museu, à dona Elizabete Oliveira Dias, mais conhecida com a ‘Bete do Plínio’, que me mostrou o arquivo pessoal de seu marido, o jogador Plínio Dias; agradeço ao Enéas, ao Tico Cassola, ao Miguel Camilo, ao Eduardo Davi, e a todos os torcedores que deram seus palpites e acabaram elegendo o melhor time do Garça de todos os tempos. Cada um, ao seu modo, faz parte deste livro e ajudou para que ele fosse concebido”, lembra Luiz Maurício.

A obra fala sobre o Garça Esporte Clube / Garça Futebol Clube, dividido em dois momentos: “Um é o time temido pelos adversários e o outro é o time de abnegados, que mesmo não fazendo boas campanhas ou não apresentando resultados expressivos, tinha orgulho em representar a cidade, jogava com esmero. Também falo sobre a tão falada rivalidade com o Marília, dados sobre a contratação de jogadores, histórias de jogadores que vinham de fora ainda muito novinhos e suas impressões sobre a cidade; o lateral-esquerdo Coquinho (que teve sua carreira interrompida por conta de um acidente, pouco antes de ir para o Palmeiras) cita aspectos não só do time mas de Garça, como as praças e o cinema. São histórias de gente que jogou aqui e foi embora para outros times, ou que aqui ficou e formou família”, explica Teck.

Há ainda passagens importantes como a conquista do campeonato da terceira divisão em 1969 - sobre isso há a reprodução de um livreto comemorativo trazendo o perfil dos jogadores – e as disputas de finais em 1952, 1958, 1971 (no Parque Antárctica, em São Paulo), os vice-campeonatos de 1984 e 2000, além de passagens sobre o nome mais lembrado quando se fala em GFC: o goleiro Waldir Peres.  


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