Edição: 11967 Data: 23/03/2017

Variedades - Túnel do Tempo

Semana de 18 a 24 de março de 2017

18/03/2017

Há quarenta anos a Fepasa iniciava a retirada dos trilhos férreos que desde 1928 cortava o perímetro urbano da cidade, principalmente em sua área central, dividindo a cidade em duas partes distintas: o patrimônio de baixo e o patrimônio de cima, como eram conhecidos na época. Graças a gentileza de um leitor, estampamos acima o flagrante de remoção da linha férrea na altura da torre da Comute, onde hoje se localiza o Terminal Rodoviário.Iniciamos agora o nosso mergulho semanal no Túnel do Tempo, relembrando os principais acontecimentos ocorridos em nossa cidade, na semana de 18 a 24 de março de 1977, há 40 anos, graças a pesquisas efetuadas nos arquivos de “Comarca de Garça”.

O primeiro distrito industrial de Garça, no prolongamento da Rua Paulista (atual Rua Manoel Joaquim Fernandes), já estava desapropriado judicialmente, uma vez que já fora fornecido o documento relativo à imissão de posse. O terreno media ao todo 8 alqueires. Essa informação era passada à Câmara pelo prefeito Francisco de Assis Bosquê, acrescentando que somente implantaria equipamentos de infraestrutura no distrito, após acertar com a Fepasa o valor final da desapropriação. Como até aquele momento nenhuma empresa tinha demonstrado interesse em ocupar o local, o prefeito estava disposto a deixar o assunto para ser resolvido em outra oportunidade, quando as finanças municipais favorecessem um acordo.
Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Garça realizava na noite de 18 de março a sua assembleia anual, para eleição de novos diretores e aprovação do balanço geral do exercício de 1976. Conforme deliberação dos 222 associados que participaram da assembleia, o Conselho de Administração da Garcafé ficou integrado por Jaime Nogueira Miranda, Antonio Bosquê Filho, Alzir Vicente Soares Bertone, Edson José de Oliveira, Alberto Baracat, Takeo Toyota, Juracy Cestari, Daniel Ermete Uvo e Carlos Eduardo Nougues Armando. E o Conselho Fiscal por Luiz Renaud Junior, Shin-Ichi Fujikawa e Roberto Luiz Barone, como titulares e Abílio José Rodrigues, Setembrino Ferreira Passos e Ocilon Gomes de Sá, como suplentes. No final da Assembleia, o diretor Jaime Nogueira Miranda anunciou que juntamente com algumas lideranças da cafeicultura, estaria nos próximos dias em Brasília para convidar o presidente Ernesto Geisel a visitar Garça e conhecer nossa lavoura cafeeira, considerada por Jaime como um dos sustentáculos da economia nacional.
Para assinalar o aniversário da cidade, o Clube Filatélico vinha pleiteando junto à Diretoria Regional dos Correios, o lançamento de selo com carimbo de circulação de primeiro dia. O pedido ficou difícil de ser atendido, porque outra cidade, Mirandópolis, também solicitava o lançamento. Mas a Diretoria Regional dos Correios, levando em consideração ser Garça um grande núcleo de filatelistas, resolveu homenageá-la, confirmando para 2 de maio o lançamento em nossa cidade da série ‘Segurança e Amparo”.
Operários da Companhia Paulista iniciavam a demolição dos suportes laterais do antigo pontilhão localizado no início da Rua Barão do Rio Branco (entre os prédios da antiga Nossa Caixa e o Bradesco) e que tinha sido inaugurado em 1943, pelo então prefeito Durval Alves de Souza. Com a retirada dos trilhos férreos que passavam pelo local, a obra de arte ficou sem utilidade.
Com uma boa parte do material estocado – inclusive mais de mil metros quadrados de cerâmica para o piso – seriam reiniciadas as obras de acabamento do andar superior do Salão Paroquial, onde hoje funciona, provisoriamente, a Igreja Matriz.
Seriam construídos ainda uma cozinha, camarins e um palco para que o pavimento pudesse recepcionar festas e apresentações artísticas.
Dando sequencia a série de jogos amistosos com vistas ao Campeonato de 1977, o Garça Futebol Clube enfrentava na tarde de 20 de março, no Estádio Frederico Platzeck, a equipe do Tupã. Após uma indecisão inicial, o Garça ganhava de virada do Tupã: 3 a 2. Jogou o Garça com Valter (Jair Proença), Túlio, Joãozinho, Pedroso e Nelson (Tonho); Pelezão e Roberto (Osmar); Meleça, Cláudio, Tiarin (Miro) e Benê. Os gols do Azulão foram assinalados por Tiarin, Osmar e Meleça. Rogério Amadeu Atílio foi o árbitro auxiliado por Ranulfo José da Silva e Moisés Rodrigues Santana.
Encerravam-se no dia 21 de março, as inscrições para o concurso público que o Juízo de Direito da Comarca de Garça realizaria com a finalidade de preencher uma vaga de Oficial de Justiça. Doze candidatos se inscreveram: Waldemar Bicalho Filho, Luiz Roberto Lopes de Souza, Maria Izabel Piovezan, Aparecida do Carmo Esperança, Mara Aki Aiyoshi, Maria Madalena Soares Guerra, Débora Cavedon, Walter Busnello, Luiz Carlos da Silva, Alfredo Maceloni, Nelson Malavasi Filho, Jucelino Elias e Luiz Carlos Valsechi.
Diretoria da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Garça, presidida pelo engenheiro Carlos Eduardo Nouguès Armando, apresentava seu relatório referente ao exercício de 1976. A Garcafé, segundo o demonstrativo, iniciou o ano com um estoque de 286.576 sacas de café em depósito. Recebeu 168.456 sacas e vendeu 269.056, terminando o ano com um estoque de 185.976 sacas. No período, a Cooperativa comercializou 11.606 toneladas de fertilizantes. E o quadro associativo apresentava o seguinte movimento: total de associados em janeiro de 1976 – 713; total de associados em dezembro de 1976 – 773; propostas em andamento – 35 associados.
Pela primeira vez, após muitos anos, Garça voltaria a participar de um concurso de beleza. O prefeito Francisco de Assis Bosquê, contando com a colaboração do Conselho Municipal de Turismo, inscrevia a cidade no concurso “Miss São Paulo – 77, em sua primeira fase, a regional. Garça participaria da escolha da “Miss Alta Paulista”, disputando o título com candidatas de Vera Cruz, Ourinhos e Tupã. O concurso seria realizado no dia 30 de abril no ginásio do Yara Clube, em Marília.
A Junta Disciplinar Desportiva da Liga Municipal de Futebol que funcionaria na temporada de 1977 do futebol amador garcense, estava definitivamente constituída, assim formada: Presidente – Oswaldo Delfino. Auditor – Rui Mesquita; Secretário – Ademir Fabron; Relatores – Arnaldo Degani, Antonio Rossignoli, Kaoru Kudo, Raul Pereira da Silva e Waldomiro Baraldi.
Clube Atlético Ipiranga, que no dia 21 de março completava 17 anos de atividades, anunciava a sua diretoria para o ano de 1977. Osvaldo de Castro seria o presidente, contando com os seguintes diretores: Vice-Presidente – Alcides Vaz; 1º Secretário - |Nelson Carvalho de Souza; 2º Secretário – Waldir Alves Moreira; 1º Tesoureiro – Jaci Garcia; 2º Tesoureiro – Mamede Banwart; Técnico – Antonio Zorzeto;