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Jornal Comarca de Garça

Postado em 26/09/2017 às 09:00

Coluna 2 - Por Antônio Augusto

Agora com a volta dos desfiles cívicos – uma oportuna medida da atual administração municipal – chegou a hora das fanfarras, indiscutivelmente uma das atrações dessas paradas, darem um passo à frente e evoluírem tecnicamente. E nada melhor do que efetivarem o retorno de um novo instrumento às fanfarras estudantis: as cornetas. Provavelmente todas possuem esse equipamento, que ao contrário dos outros instrumentos de percussão – surdos, bombos e caixas – exigem um aprendizado mais longo, principalmente para ajustar os músculos faciais que proporcionam o sopro correto para acionar o instrumento.

Possuindo Garça uma escola de música de primeira linha, fica mais fácil o treinamento daqueles que se interessam em aprender a tocar corneta. Aliás, a EMCA poderia instalar um curso especializado em cornetas e clarins. Um grupamento desse instrumento dá um toque especial a qualquer fanfarra. Sem a corneta, uma banda marcial é como uma macarronada, onde o macarrão pode ser bem preparado, mas falta o molho que é fornecido pelo som das cornetas. A banda que sair na frente, organizando o seu time de corneteiros, certamente ganhará muitos pontos nas apresentações públicas. Lembrando que Garça, há algumas décadas, possuía grandes corneteiros e nenhuma fanfarra se apresentava sem contar com 6 ou 9 desses instrumentistas, sempre inovando, com toques cada vez mais arrojados. Chegou o momento de reviver essa bela tradição.

Após analisar os prós e contras, o Governo Federal decidiu pela realização do chamado horário de verão neste ano. Apesar da economia com o adiantamento de uma hora no horário ser pequeno, de apenas R$ 159,50 milhões, resolveram as autoridades do setor energético manter o sistema, que entrará em vigor no próximo dia 15 de outubro e terminará só no dia 17 de fevereiro de 2018. Portanto prepare-se porque o horário de verão vem aí. 

O ex-vereador e presidente do Partido Progressista de Garça, Júlio Marcondes de Moura Filho, recebeu da ADG – Associação dos Deficientes de Garça, pelas mãos do presidente Milton Cézar Costa Fabrício, o Miltinho Palmeirense, documentação para que a deputada estadual Rita Passos protocole na Assembleia Legislativa, projeto de lei declarando a entidade garcense de utilidade pública estadual. Como se sabe, através de lei municipal 4.713 / 2011 (projeto de autoria do ex-vereador Afrânio Carlos Napolitano), a ADG foi declarada de utilidade pública municipal, através de sanção do então prefeito Cornélio Cézar Kemp Marcondes. Sem dúvida, trata-se de mais um passo visando a buscar novas fontes de recursos para a ADG, que, com o seu presidente Miltinho, através de trabalho incansável, saberá dar o destino correto, beneficiando e ajudando inúmeras pessoas de Garça e região, assistidas pela entidade.

Por diversas vezes focalizamos aqui na coluna, o problema de má distribuição de rendas vigente em nosso país. Com exceção do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que utiliza como critério para destinar às comunidades interioranas parte da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto Sobre Produtos Industrializados, o índice populacional, o ICMS leva em consideração vários aspectos, como a receita obtida pelo tributo no município. Em determinadas comunidades, que têm a sorte de ser escolhidas para a sede de grandes organizações mercantis ou industriais (como uma fábrica de carros, por exemplo ou uma distribuidora de combustíveis), recebem quantias além daquelas que necessitam para arcar com suas despesas. E acabam esbanjando em obras supérfluas ou eventos desnecessários, como festivais de música pop ou sertanejas e construção de praças suntuosas. 

Agora um rol de municípios paulistas está ganhando na sorte grande com a distribuição de royalties relativos à indústria petrolífera, que vem se acentuando no litoral. Ilhabela, só no primeiro semestre de 2017, já recebeu 221,6 milhões (o dobro do orçamento garcense para o ano todo). Não seria mais justo que todo o dinheiro arrecadado formasse um fundo único e fosse distribuído a todos os 575 municípios paulistas de acordo com a população de cada um?

 

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