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Jornal Comarca de Garça

Postado em 15/07/2017 às 08:00

Empresários participaram ativamente das discussões

Vários empresários trouxeram suas angústias e apontaram o que acreditam ser a solução. Outros inquiriram respostas e todos se propuseram a juntos debater os assuntos. Houve quem não concordasse com a mudança daqueles que já estão instalados, e, principalmente os locados nos barracões se mostraram fragilizados diante da insegurança que a situação gera.

“Não queremos contribuir para a instabilidade, mas temos compromisso com as pessoas que já estão. Temos um novo distrito industrial e tenho duas opções: ser claro e transparente ou contar uma história. Não vamos fazer nada sem debater”, disse o prefeito.

Outro empresário presente comentou que atualmente se vive três situações distintas no distrito industrial: a primeira, daqueles que têm o terreno e precisam construir; a segunda, de quem tem o terreno e a edificação e passa por momentos delicados para manter o empreendimento; a terceira são as dos “famosos” barracões que, segundo ele, englobavam grande parte dos presentes (inclusive ele).

“Acho que embora tenhamos que analisar de um modo geral, é preciso conversar em separado, pois são situações diferentes. Separar a conversa é de bom tom. Seria interessante a Comissão do Distrito nos auxiliar nessa PL e ver outras estruturas de barracões para ver o que fazem de diferente do que fazemos. É o momento para Garça gerar emprego e que não fiquemos só em conversas”, disse o empresário.

O prefeito disse que vai utilizar os exemplos para não cometer os mesmos erros, mas que nada será resolvido sozinho.

Outro empresário levantou o problema da comunicação, já que onde está instalado não consegue linhas de telefonia móvel. “É preciso que as operadoras invistam no distrito. Comunicação é fundamental e o celular não pega”, disse ele, relatando outros problemas decorrentes da falta de comunicação.

João Carlos disse que a questão da cobertura de celular vem ocorrendo em vários pontos da cidade, e que as operadoras estão oferecendo um serviço que não está à altura da necessidade.

Houve um compromisso do prefeito garcense em envolver o vice-governador paulista, Márcio França, que é também secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado. Mauro Sá e o empresário Norberto Luiz  Afonso também falaram sobre o assunto. Enquanto Sá salientou o comprometimento da operadora Tim em investir na região, Norberto lembrou o frequente roubo de cabos e fios, o que leva à questão de segurança.

Outro ponto lembrado por Sá foi o investimento que os pequenos e médios empresários puderam obter através do BNDES.

Reunião foi uma chamada à tomada de consciência 

O encontro na quinta-feira se estendeu para depois das 22 horas e todos saíram confiantes do encontro. De efetivo, a decisão de se elaborar um plano de ação para novos encontros e a expectativa de que, até o final do ano, uma proposta concreta seja apresentada.

Segundo João Carlos, a reunião foi uma chamada à tomada de consciência. “Nós precisamos saber como estamos, o que precisamos fazer efetivamente e aquilo que desejamos. Eu sei que neste momento aquilo que desejamos não vamos ter ao alcance, mas alguma coisa nós podemos fazer e é por isso que estou muito contente e satisfeito hoje”, disse ele, salientando que é através de um diálogo franco é que sairá da situação atual, fazendo o que puder ser feito, já que o que se quer pode ficar para o passo seguinte.

“Acho que a reunião foi muito proveitosa, as pessoas interagiram, mostraram seu ponto de vista. O Bruno fica com a missão de trabalhar em bloco agora essa discussão, e assim que estas questões forem todas diluídas, promover uma audiência pública. Que o debate legislativo aconteça, mas que todos estejam apropriados do debate. E, principalmente, que a gente tenha um ambiente jurídico, um ambiente de negócios que possa contribuir para o desenvolvimento que nós precisamos, para a geração de empregos, para a geração de renda. Nós temos potencial. Somos maiores do que imaginamos. Temos Fatec, Etecs, estamos trazendo a universidade virtual, com mais quatro cursos”, disse João Carlos, lembrando a importância em investir na capacitação de pessoas, não somente no nível universitário, mas também técnico.

A grande presença do empresariado, segundo o prefeito, fortalece a necessidade de mudança, que traduz a vontade das pessoas e que não seja imposta.

Comissão do Distrito 

Atualmente a Comissão do Distrito é formada por cinco membros, sendo 2 indicados pelo Executivo, dois indicados pelo Legislativo e um pela Acig. Em meio à discussão, o gerente da Acig, Fábio Dias lembrou a necessidade de envolver mais pessoas, acrescentando um representante dos engenheiros e um do CIESP. O ex-presidente da Acig, Luís Carlos de Souza, aventou a possibilidade de nove membros, para que as decisões sejam mais técnicas e menos políticas.

E foi do empresariado que veio mais uma sugestão de mudança. Uma empresária, cujo pai atua na cidade, frisou a importância em se ter na Comissão do Distrito, um arquiteto. Segundo ela, fixar-se em Garça não é tão simples como parece, e muitas são as barreiras impostas. Ela, explicando a diferença fundamental entre um arquiteto e um engenheiro, salientou a necessidade de ambos na comissão, ao que teve o parecer favorável do prefeito João Carlos.

Reativação da Ferrovia

Na noite de ontem, 14, o prefeito participou de uma Audiência Pública em Marília, que teve por objetivo discutir a reativação de ramal ferroviário que liga Bauru até Panorama.

Durante o encontro com os empresários garcenses, João Carlos salientou a importância dessa reativação para toda a região, e não somente para Garça. “Não posso falar somente em Garça. Sozinhos, não somos nada. É um fato importante para toda a região e poderemos ter, daqui a uns dois anos, trens de carga passando por Garça”, falou ele.

O encontro de ontem foi na, na Faculdade de Direito da Universidade de Marília (Unimar) entre o Ministério Público Federal e a Rumo, a nova concessionária do trecho.

Em 2013, houve uma audiência pública em que América Latina Logística (ALL) se comprometeu a fazer a conservação do trecho ferroviário, do qual não transita trem desde 2003. Segundo divulgado pelo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas, Aparecido Doniseti Leandro (Jornal da Cidade de Bauru), o acordo não foi cumprido. A Rumo, segundo ele, assumiu a concessão antes do seu vencimento, mas o trecho continua desativado.

Recentemente, a nova concessionária pediu licença ambiental para operar entre Itirapina e Tupã. "A nova concessionária não tem interesse em reativar o trecho inteiro. Nessa audiência pública o procurador da República deve cobrar o cumprimento do contrato. O objetivo é voltar o transporte de carga", declarou o sindicalista ao Jornal da Cidade de Bauru. 

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