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Postado em 10/08/2017 às 09:00

Projeto Viola na Praça retorna neste sábado, dia 12

Tudo pronto para a 1ª edição do Projeto Viola na Praça, que acontecerá no próximo sábado, dia 12, a partir das 9 horas, na Praça Pedro de Toledo. A Secretaria Municipal de Cultura estará dedicando a primeira edição da temporada aos sanfoneiros José de Alencar e José Polissinani (Zézinho da Sanfona) e ao violeiro José Raymundo (Rondon), músicos falecidos que abrilhantaram por muito tempo o projeto.

Estão inseridos no projeto, artistas da Casa do Artesão que estarão com suas barracas expondo e comercializando seus trabalhos manuais. Aproveitando a oportunidade, a secretaria convida a todos os artistas amantes da boa música raiz a realizarem seus cadastros através dos telefones (14) 34714095 – (14) 34711616, com Nádia Muniz.

José Polissinani

José Polissinani, conhecido como “Zézinho da Sanfona”, nasceu em 13 de novembro de 1947, na Fazenda São Francisco, conhecida como “Aguinha”. Filho de Dante Polissinani e Ignês Zanibom. Mudou-se para Garça aos 17 anos, conhecendo e casando-se com Maria Aparecida Lopes, tiveram quatro filhos: Silvia, Silmara, Fabiana e Fábio. Aos 10 anos de idade iniciou seu aprendizado em acordeão com seu tio, Sr. José Passarinho, e desde então percorria as fazendas vizinhas com a sanfona na garupa de uma bicicleta alegrando as colônias. Em 1983 começou a tocar com a dupla Mato Grosso, em 1986, quando montou seu próprio grupo musical, “Banda Locomotiva”, que mudou a denominação no ano de 2010 para “Banda Balanço do Forró”, levando o nome de Garça à toda a região. Aposentou-se no ano de 2013, dedicando-se totalmente à música fazendo, inclusive, trabalho voluntário junto às instituições de saúde e de caridade. Brilhou com seu acordeão por 56 anos, vindo a falecer em 6 de setembro de 2016, deixando muitas saudades aos filhos e amigos.

José Ferreira de Alencar

Nasceu em 30 de outubro de 1952, filho de Joselino Ferreira de Alencar e Elvira Florêncio; aos 8 anos de idade, apaixonado pela música, em especial o acordeão, iniciou seu aprendizado inspirado em seu avô materno, que também tocava. Sempre foi uma pessoa determinada, gostava das coisas muito corretas, principalmente a música e cantos litúrgicos da igreja católica, onde tocou no coral Santa Cecília por mais de 20 anos. Alencar foi sempre muito exigente com seus alunos, temos como exemplo todos que com ele aprenderam. Rodrigo Vegian é um dos alunos que iniciou suas aulas na casa de Alencar, indo depois juntamente com ele para a Escola Municipal de Cultura Artística Amélio “Naná” Zancopé; no ano de 2015, quando Rodrigo se formaria, Alencar veio a falecer no dia 24 de outubro, indo juntar-se ao coral de Nossa Senhora. Uma das frases mais usadas por Alencar era: “Conte comigo”, e isso é dito por todos que o conheceram e com ele conviveram. De onde você estiver, podemos lhe dizer: “Conte conosco em nossas orações”. Saudades... Muitas saudades, da esposa Maria Cecília e filhos que o amarão para sempre.

José Raymundo dos Santos

Mais conhecido como “Rondon da Viola”, aprendeu a tocar viola sozinho. O instrumento chegou às suas mãos através de um amigo. Com um ouvido apurado e muita vontade de tocar, comprou um método na banca de revistas e foi arranhando... Logo abandonou o método e aprendeu a tocar de ouvido. Cantou com vários amigos; nos anos 80 disputou festivais de violeiros ao lado do amigo Leonel: a dupla levava o nome de Rondon e Radar. Com o parceiro Jesuíno formou a dupla Rondon e Rodrigo que tocou por mais de 20 anos. Nos últimos anos cantava com seu amigo Marinheiro. Rondon amava seu instrumento e seu orgulho era ter aprendido a ler partituras com quase 70 anos de idade. Participou com muito amor da Orquestra de Violeiros de Garça, mas sua grande paixão era o Viola na Praça. Ali, estava ao lado de seus amigos que se confraternizavam apaixonados pela música raiz.

Seu José casou-se com o amor de sua vida, D. Sebastiana. Viveram juntos por quase 52 anos, tiveram cinco filhos, todos orgulhosos e apaixonados pelo pai. Hoje, passados dois anos de sua partida, o que fica são a saudade e a esperança de nos encontrarmos um dia na graça de Deus.

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