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Jornal Comarca de Garça

Postado em 10/08/2017 às 09:00

Garça avança 20% na criação de vagas nos primeiros seis meses deste ano

Criação de empregos formais recuou na indústria, construção e comércio

Garça criou 298 novos postos formais de trabalho no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 20,16% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 248 novas vagas. De acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os setores da indústria de transformação, comércio, construção civil e serviços industrializados de utilidade pública foram os que apresentaram desempenho negativo no período e recuaram na geração de vagas. Juntos, esses quatro setores fecharam 145 portas de trabalho nos seis primeiros meses deste ano. 

Embora a contratação com carteira assinada nos primeiros seis meses deste ano tenha apresentado uma queda de 7,56% em relação ao mesmo período do ano passado, com menos 143 admissões, os desligamentos também apresentaram queda (-11,74%). Enquanto de janeiro a junho de 2016 foram demitidos 1.643, neste ano foram 1.450 demissões do mercado formal. 

Os setores da agropecuária, administração pública e serviços apresentaram resultados positivos e os três foram responsáveis pela criação de 443 novas vagas no mercado de trabalho garcense. A agropecuária foi campeã com 329 novas vagas, seguida da administração pública – 108-.

Uma pequena mostra da recuperação da economia garcense pode ser vista no setor de serviços, que nos primeiros seis meses do ano passado fechou 47 portas de trabalho e neste ano vem com cenário positivo.

Segundo o gerente da Associação Comercial e Industrial de Garça (Acig), Fábio Dias, neste ano, mesmo com as oscilações apontadas, é possível perceber que há uma certa “estabilidade”.

“Neste ano os números vem sendo mantidos, trazendo um ligeiro suspiro para a economia garcense. A expectativa é essa mesmo. Durante os momentos mais críticos da crise muitos se viram obrigados a criar, mudar, empreender. Foi a falta de perspectivas que levou muitos a criar oportunidades e isso se reflete hoje na área de serviços que foi a mais procurada. Assim, com a área de serviços tendo resultados positivos há um respiro, um puxar de fôlegos”, frisou Dias.

Segundo o gerente, a esperança é que até o final do ano os setores da indústria e do comércio também mostrem recuperação para que em 2018 se vislumbrem de fato, perspectivas melhores e mudanças reais.

 

Setores da economia 

O avanço na criação de empregos formais no primeiro semestre deste ano acontece em um momento no qual a crise financeira internacional disputa (em sequelas negativas) com a crise política. 

Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de agropecuária, que liderou a criação de empregos formais no primeiro semestre deste ano, foi o primeiro no número de contratações e o quarto que mais demitiu. Já o setor de serviços, que foi o segundo no número de contratações foi o primeiro nas demissões.

Em terceiro lugar, tanto na questão dos desligamentos quanto nas admissões, está o setor de comércio, que nos primeiros seis meses do ano fechou 30 portas de trabalho. Já a indústria da transformação foi a segunda que mais demitiu e a quarta no número de contratações. 

Mês de junho registra aumento de 527% na geração de vagas 

Em junho deste ano, os dados do governo mostram que foram abertas 124 novas vagas formais de emprego, o que representa um aumento de 527,5% frente aos dados de junho do ano passado quando foram fechados 29 postos de trabalho. No mês de junho último, na comparação com junho de 2016, as admissões aumentaram 41,66% enquanto que as demissões caíram 19,7%. 

No período os setores de serviços, indústria de transformação, construção civil e serviço industrializados de utilidade pública tiveram desempenho negativo. Juntos eles fecharam 41 vagas formais de emprego. Por outro lado, os setores da agropecuária, administração pública e comércio criaram 165 novas vagas de emprego. Em junho deste ano foram registradas 340 contratações contra 216 desligamentos. Segundo dados do Caged, em junho de 2016 foram 240 contratações e 269 desligamentos.

Já na comparação com maio deste ano, os dados de junho último apresentam três quedas: nas admissões (-6,59%), nas demissões (-7,69) e na criação de vagas (-4,61%). 


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