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Jornal Comarca de Garça

Postado em 12/08/2017 às 09:00

Semana de 12 a 18 de agosto de 1977

Iniciamos agora o nosso mergulho semanal no Túnel do Tempo, relembrando os principais acontecimentos ocorridos em nossa cidade, na semana de 12 a 18 de agosto de 1977, há 40 anos, graças a pesquisas efetuadas nos arquivos de “Comarca de Garça”.

Causava a mais viva repercussão não só em Gália, como em toda a região, a aquisição feita pelo empresário rural Manoel Ferreira, da propriedade agrícola denominada Fazenda São Vicente, em Gália, pelo preço de 33 milhões e 500 mil cruzeiros, à vista, constituindo-se no maior valor já alcançado por um imóvel rural na região. A escritura foi lavrada pelo Cartório do 1º Ofício, através do tabelião Ruy Gimenes e o escrevente Iraldo Lorenzetti. A assessoria jurídica foi prestada por Arthur Chekerdemian, advogado que militava na Comarca de Garça. Juntamente com seus filhos João e Oswaldo. Manoel Ferreira constituía-se na mais respeitável família de cafeicultores da Alta Paulista. Para se ter uma ideia dessa transação que atingia a 33,5 milhões de cruzeiros, bastava citar que se tratava de importância superior ao orçamento anual do Município de Garça, que na época atingia a 26 milhões de cruzeiros.

Devido à necessidade de alargamento de alguns trechos do ramal ferroviário Bauru-Garça, o governador Paulo Egydio Martins assinava seis decretos, desapropriando 17 imóveis. Os lotes totalizavam 2.875 metros quadrados e situavam-se ao longo das linhas da Ferrovia Paulista, no município de Garça. Os proprietários dos terrenos eram Ana Rosa Vieira, Antônio Garla, Brasílio Ferreira, Casemiro Antônio Silva, Deoclides José de Carvalho, Geraldo Tavares, João Cornélio Silva, João Laureano, José Alves, José Alves do Nascimento, José Juliani Fernandes, Júlio Francisco dos Santos, Mário Caetano e Waldomiro Costa.

Construído entre 1924 e 1928, o antigo ramal ferroviário era o segmento tecnicamente mais difícil da extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Com sua retificação concluída em maio de 1976, e que exigiu investimentos de 253 milhões de cruzeiros, o tempo de viagem foi reduzido para uma hora. A velocidade das composições de cargas passou de 29 para 75 quilômetros por hora e a de passageiros para 100 quilômetros. Os trilhos foram assentados sobre dormentes de concreto, seguindo a mais moderna técnica de construção ferroviária da época.

O veto do prefeito Francisco de Assis Bosquê, ao projeto de lei de autoria do vereador Luiz Bottino Junior, estabelecendo o fechamento dos estabelecimentos comerciais às 14 horas aos sábados, era acolhido pela Câmara Municipal por 8 votos a favor e 5 contra, na sessão do dia 15 de agosto. Dessa forma, o projeto ficava prejudicado, frustrando mais uma iniciativa dos vereadores em estabelecer a chamada Semana Inglesa em Garça. Votaram a favor do veto e contra a Semana Inglesa, os vereadores Boanerges do Prado Vianna, Isaías de Andrade, Luiz Gonzaga Conessa, Luiz Yamauchi, Luiz Carlos Beline, Vilson Pereira Ramos, Carlos Roberto de Oliveira e Valdemar Zimiani. E contra o veto e favoráveis à Semana Inglesa, os vereadores João Truzzi, Jathyr Mafud, Luiz Bottino Júnior, João Alexandre Colombani e José Carlos de Oliveira Lima.

Estava praticamente concluído o trabalho de reforço da cobertura de concreto da Igreja Matriz. A colocação de novos cabos sustentadores dos arcos importou em aproximadamente 40 mil cruzeiros. Recentemente esses mesmos cabos foram responsáveis pela interdição da Matriz e receberam novo reforço. Como se observa, é uma situação que se prolonga por 40 anos.

Jogando em Tupã na tarde de 14 de agosto, o Garça Futebol Clube era derrotado pelo Tupã, por 3 a 0. Com essa derrota o Garça caía para o penúltimo lugar da Série Casemiro da Costa, do campeonato da primeira divisão. Jogou e perdeu o Garça com Valter, Miro, Pedroso, Cláudio Belon e Tonho; Wilson e João Luiz; Meleça, Osmar, Cláudio Donizetti e Haru.

O ex-prefeito de São Paulo e ex-secretário dos Transportes Paulo Salim Maluf, visitava Garça na tarde de 13 de agosto. Maluf almoçou no Garça Tênis Clube em companhia do prefeito Francisco de Assis Bosquê, de vereadores da Arena e do presidente da Associação Comercial e Industrial de Garça, Luiz Carlos Beline. Nesse encontro, Maluf, que na época presidia a Associação Comercial de São Paulo, informava que seria candidato a governador de São Paulo, na eleição de 1978.

Aproximadamente 10 integrantes da Patrulha Juvenil de Garça acompanhados do prefeito Francisco de Assis Bosquê, seriam recebidos em audiência em São Paulo, pelo secretário de Turismo, Rui Silva. Os patrulheiros aproveitariam a oportunidade para agradecer ao secretário, a oportunidade de conhecer a capital do Estado, com todas as despesas pagas pelo governo do Estado.

Atendendo diversas reclamações recebidas em seu gabinete, o prefeito entrou em contato com o delegado de Polícia e de comum acordo, resolveu proibir a prática do skate no perímetro urbano da cidade. Equilibrando-se em cima de pequenas pranchas, os jovens estavam correndo sério risco nas vias públicas.

Nos quatro postos que funcionaram dia 13 e 14 de agosto, durante a campanha de vacinação antirrábica, foram atendidos 1.500 cães. A campanha foi realizada pela Prefeitura Municipal contando com a colaboração dos alunos do Colégio Técnico Agrícola.

A Construtora Ituana, que no final de 1976 executou o recapeamento do calçamento a paralelepípedo no centro da cidade, ganhava concorrência pública para a execução das obras e serviços de implantação dos acessos de Lupércio e de Alvinlândia. A estrada teria 20,9 quilômetros de extensão e custaria 27 milhões de cruzeiros. O prazo de conclusão das obras seria de 18 meses.

Atendendo a pedido do vereador João Truzzi, o prefeito Francisco de Assis Bosquê informava que ainda não havia sido implantado um tipo padrão para as calçadas do perímetro central da cidade. Acrescentava o prefeito, que seria feita uma observação na travessia criada pelo nivelamento da parte inicial da Rua Barão do Rio Branco (atual Alameda Mathias Manchini). Dependendo do resultado, seria buscada a implantação de modelo padronizado para a zona comercial. Fato que não ocorreu até os dias atuais.

Depois da divulgação dos novos índices de participação do Município no Imposto de Circulação de Mercadorias, que teria aumento substancial em 1978, o prefeito Assis Bosquê recebia outra boa notícia na área financeira: também a cota do Fundo de Participação dos Municípios seria elevada no próximo exercício. O aumento previsto seria de 61,9%, passando a cota de Garça de R$ 3 milhões para R$ 4,9 milhões de cruzeiros.


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