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Jornal Comarca de Garça

Postado em 02/12/2017 às 09:00

Semana de 2 a 8 de dezembro de 1977

Iniciamos agora o nosso mergulho semanal no Túnel do Tempo, relembrando os principais acontecimentos ocorridos em nossa cidade, na semana de 2 a 8 de dezembro de 1977, há 40 anos, graças a pesquisas efetuadas nos arquivos de “Comarca de Garça”.

Todas as providências estavam sendo tomadas pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Garça, vereador Luiz Carlos Beline, para que o calçadão da Rua Carlos Ferrari entrasse em funcionamento a partir do dia 15 de dezembro. Nesta data o comércio deveria estender suas atividades até às 22 horas. Mais de 4 mil cruzeiros haviam sido empregados pela ACIG na aquisição de plantas naturais, como pinheiros e coqueiros, para decorar as duas quadras iniciais da Rua Carlos Ferrari, cujo trânsito seria interrompido. Vários painéis, com música ambiente também faziam parte da decoração, que contava ainda com duas árvores de Natal (uma em cada quadra), com 7 metros de altura e enfeitadas com centenas de lâmpadas coloridas.

A Prefeitura Municipal, através do Conselho Municipal de Turismo, também participaria da ornamentação natalina da cidade. Um presépio, em tamanho natural, seria armado na Rua Paulista (atual Manoel Joaquim Fernandes), entre a Rua Prefeito Salviano e Sargento Wilson, na Faixa de Integração, contando com animais vivos como carneiros e cavalos.

Apesar da intensa movimentação no sentido de realizar a maior decoração natalina de todos os tempos, o presidente da Associação Comercial, Luiz Carlos Beline, mostrava-se aborrecido com algumas críticas, e por este motivo estava decidido a não concorrer à reeleição. Tomando conhecimento desse fato, o prefeito Francisco de Assis Bosquê aproveitava uma reunião com os vereadores, para formular um pedido a Beline, para que prosseguisse na presidência da ACIG, pelo menos por mais um mandato. Sensibilizado com o pedido, Beline prometia analisar melhor seu posicionamento.

Em reunião realizada na manhã de 27 de novembro, na Escola Santo Antônio, o Grupo Escoteiro Santo Antônio realizava eleição da sua nova diretoria para o ano de 1978. Oswaldo Pereira Ribeiro seria o novo presidente, ficando os demais cargos assim preenchidos: Secretário – Melquisedeck Soares de Melo; Tesoureiro – Douglas Alves Moreira; Diretor de Relações Públicas – Gervásio Zacharias; Diretor de Finanças – José Ary Astolfo; Conselheiros – Manoel Alves Neto, Ali Zaed Sakr, Antônio Ramos, Stuesser Hatum, Plínio Antônio Cabrini e Durcílio Camargo. A meta da nova diretoria seria a construção da sede própria em terreno doado pela municipalidade, ao lado do bosque.

Ninguém poderia prever que um simples chuvisqueiro que teve início por voltas, das 12 horas do dia 1º de dezembro, uma quinta-feira, provocasse consequências tão trágicas para a cidade. A chuva foi aumentando de intensidade, prosseguindo durante toda a noite, só cessando às 14 horas da sexta-feira, dia 2. Durante a madrugada, os moradores nas imediações da Rua Tupiniquins (hoje Rua Damásio Valejo Vasques), já se mostravam apreensivos com o grande volume de água que ali chegava com uma violência incrível. Após os primeiros deslizamentos, o alarme geral foi dado, e pela manhã a erosão avançava em direção à Rua Prefeito Salviano, levando todo o leito da rua, inclusive a pavimentação, deixando no lugar uma enorme cratera. As casas localizadas nas imediações foram evacuadas pela Prefeitura. Em outros pontos da cidade, a chuva também provocava grandes estragos. Uma casa ruiu na Rua Maceió e na Vila Araceli, nos trechos finais das Ruas 7 de Abril, Tupi e Guarani, as erosões aumentaram de tamanho. A chuva atingiu a 153 milímetros no dia 1 e mais 111 milímetros no dia 2, significando afirmar que em 24 horas, caíram 264 milímetros de água por metro quadrado. O prefeito Assis Bosquê entrava em contato com a Comissão Estadual de Defesa Civil, solicitando ajuda para resolver os grandes problemas ocasionados pela chuva, inclusive com o aumento da erosão na Rua Tupiniquins.

Como as consequências das chuvas que caíram em nossa cidade no início de dezembro foram alarmantes, e ultrapassaram a capacidade da Prefeitura em agir com a rapidez que a situação merecia, o prefeito Francisco de Assis Bosquê decretava, na manhã de 6 de dezembro, estado de calamidade pública em todo o território municipal. Usando a faculdade que a decretação do estado de calamidade pública lhe conferia, o prefeito determinava a abertura de crédito extraordinário no valor de CR$ 1.640.450,00, para atender às primeiras despesas com a aquisição de material e a contratação de serviços, visando à construção de 300 metros de galerias de águas pluviais nas imediações do cruzamento da Rua Tupiniquins com a Prefeito Salviano.

O Grupo Garça dos Alcoólicos Anônimos completaria no dia 7 de dezembro o seu 7º aniversário de intensas atividades humanitárias em nossa cidade. Para assinalar o evento, o grupo realizaria uma reunião aberta na sede do Rotary Clube de Garça.

Pela terceira vez, a Prefeitura tinha de recorrer ao estado de calamidade pública. A primeira foi em 13 de janeiro de 1964, para possibilitar o corte das árvores infestadas por um inseto, conhecido na época por “lacerdinha”. A segunda foi em 14 de fevereiro de 1964, também por estragos provocados pelas chuvas.

Prefeito Francisco de Assis Bosquê sancionava a lei nº 1.669/77, autorizando a permuta com a Caixa Econômica de São Paulo, de um terreno situado na Faixa de Integração, medindo 2.361,36 metros quadrados, por um prédio de dois pavimentos, com área construída de 328 metros quadrados, localizado à Rua Cel. Joaquim Piza números 192 e 186, esquina com a Rua Carlos Ferrari. Ficava assim assegurada a construção do prédio para a nova agência da Caixa Econômica do Estado em nossa cidade.

Na parte social, o destaque era para as Bodas de Ouro do casal Adelina – Miguel Mônico, um dos pioneiros da cidade, comemorada no dia 3 de dezembro de 1977.

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