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Postado em 06/12/2017 às 09:00

Vigilância Sanitária encontra larvas do Aedes aegypti e autua empresas em Garça

Com a aproximação do período de chuvas, aumenta o risco com o mosquito que transmite a dengue, chikungunya e zika vírus

Com o retorno da época de chuvas se aproximando, o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti aumenta consideravelmente, gerando grande preocupação por parte da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal da Saúde de Garça. Na semana passada, foram encontradas larvas do mosquito em empresas do Distrito Industrial, provocando oito autuações.

De acordo com Edna Semensato, responsável pela Vigilância Sanitária em Garça, o encontro de larvas no Distrito Industrial gerou oito autos de infração nas empresas, que não tomaram o devido cuidado com a questão que é considerada grave.

“Não apenas nas empresas, mas nas residências também temos encontrado larvas do mosquito. Estamos em um período crítico e é importante que as pessoas cuidem dos seus quintais, para evitar a proliferação do mosquito e consequentemente das doenças que ele transmite”, afirmou Edna.

De acordo com o gerente da Associação Comercial e Industrial de Garça (Acig), Fábio Dias, este é um sinal de alerta muito importante que não deve ser desprezado. Mostra que infelizmente “baixaram” a guarda.

“As pessoas, não somente aquelas que estão no Distrito Industrial, devem se atentar para esse problema, pois Garça já sofreu com isso. No que diz respeito ao Distrito Industrial, temos que lembrar que lá estão concentradas pessoas de todos os bairros da cidade. A circulação de pessoas é muito grande, o que favorece uma contaminação maior e não permite que descartemos a possibilidade de uma epidemia”, falou ele.

Segundo o gerente, a questão da dengue ultrapassa o quesito saúde. É a preocupação, o medo de um agravamento na saúde, mas é também um problema sócioeconômico.

“Além de levar a contaminação para vários bairros, dificultando ainda mais o controle, temos que pensar nas crianças e nos idosos que são mais fragilizados. Outro ponto é que nas empresas em que as pessoas forem acometidas dessa doença, haverá a questão financeira somada ao quadro. O funcionário ficará de licença médica, o que acarreta custos ao empresário. No comércio é a mesma coisa. Por isso não podemos baixar a guarda e achar que a situação está controlada. Não podemos correr o risco de sermos vencidos por um mosquito”, falou Dias.

Levantando todas essas problemáticas e lembrando os trabalhos já feitos pela Acig, no sentido de combater o problema, Dias salienta que todos devem dar atenção para esses focos detectados e fazer as limpezas necessárias.

“As empresas foram multadas, e multas nesse momento da economia, ou até mesmo em outras circunstâncias, não são boas para ninguém”, frisou o gerente.

A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Quando infectada, a vítima pode sentir uma série de sintomas como febre, dores de cabeça, tonturas e cansaço. Também existe a preocupação com o zika vírus, que pode provocar microcefalia em bebês e ainda a chikungunya. Apesar de não terem aparecido casos na comunidade, é preciso manter os cuidados.

A maneira mais eficaz de se prevenir a doença é impedir o ciclo de reprodução do mosquito transmissor. O inseto coloca seus ovos apenas em acúmulos de água limpa, sendo essa a razão para ele ser tão frequente em épocas de chuva. Muitos materiais podem se tornar propícios para o desenvolvimento das larvas do mosquito. Pneus velhos, caixas d’água, garrafas, calhas entupidas, vasos de flor e também recipientes jogados em lixo descoberto.

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