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Postado em 11/01/2018 às 09:00

Tabagismo: grupo 112 começa no dia 15 de janeiro

Ano novo e velhos projetos (aqueles cujos resultados valem a pena) continuam seu curso. No próximo dia 15 de janeiro o Ambulatório de Prevenção e Controle do Tabagismo em Garça inicia o primeiro grupo do ano de 2018, mas na trajetória dos trabalhos realizados, será o grupo de número 112. Os encontros dos grupos acontecem sempre a partir das 18h30 nas dependências da USF Dr. Palermo (à Rua Minas Gerais, 850).

De acordo com Paulino de Oliveira Silva, psicólogo que atua na equipe multidisciplinar, muitas vitórias foram conquistadas no ano passado e a expectativa é que elas continuem. No grupo de número 111, 10 pessoas finalizaram os trabalhos e as 10 deixaram de fumar.

“Foi um presente que elas, mesmo sem pensar, se deram. Com o abandono do vício, mesmo sabendo que não é fácil, a pessoa ganha mais qualidade de vida. Há sempre uma expectativa se a pessoa vai ou não abandonar o vício, mas o que sempre colocamos que o importante é ela tentar. Ela só vai saber se conseguirá, tentando”, falou ele.

Paulino aproveita o momento, quando muitos estão ainda idealizando os projetos para o ano que mal se iniciou, e convida todos que queiram deixar de fumar, ou que, queiram saber como o trabalho acontece, inclusive aqueles que, nessa luta que é diária, perderam uma batalha para o cigarro.

Mais uma vez o psicólogo salienta que o primeiro passo é o desejo real de abandonar o vício, seguido do ato concreto de procurar ajuda. São dois pontos considerados fundamentais pelo psicólogo Paulino de Oliveira Silva, que não esconde as dificuldades pelas quais muitos dos participantes passam.

“Sabemos que não é fácil abandonar o vício e o grau de dificuldade é individual. Cada pessoa tem uma reação, mas o que podemos salientar é que não é impossível. Os resultados que temos obtidos mostram que o trabalho alcança seus objetivos. Sim, nós temos desistência como também reincidências, mas pautamos sempre pelo abandono do vício”, falou ele.

Paulino explicou que o trabalho realizado no ambulatório em Garça é reconhecido e, embora aconteçam as reincidências, elas não podem ser vistas como derrota nem para a equipe de trabalho, nem para a pessoa que quer abandonar o vício. A reincidência acontece e muitos voltam e conseguem numa, segunda ou terceira tentativa, deixar o vício.

De acordo com o profissional, o tratamento não tem fórmula mágica, não é miraculoso e não tem procedimentos infundados. É um trabalho conjunto, cercado de profissionais que buscam, juntamente com os participantes, o abandono do vício. Entre os tratamentos realizados no ambulatório em Garça, estão os que utilizam medicamentos, como a reposição de nicotina (em adesivos ou gomas de mascar) associada ou não aos antidepressivos. Durante as quatro sessões com o psicólogo, o programa trabalha os seguintes temas: 1º encontro, “Entender porque se fuma e como isso afeta a saúde”; 2º encontro, “Os primeiros dias sem fumar”; 3º encontro, “Como vencer os obstáculos para permanecer sem fumar”; 4º encontro, “Benefícios obtidos após parar de fumar”.

Os interessados podem se inscrever através das unidades de Saúde de origem, bem como procurar diretamente o Ambulatório de Tabagismo. O único requisito para participar é o desejo de deixar de fumar. Os participantes do grupo passam por um processo que envolve inclusive a utilização de medicamentos.

Caso a pessoa opte por ir até a Unidade de Saúde, ela preencherá a ficha clínica, fará um teste específico e terá o encaminhamento para o ambulatório, para a integração nos grupos de combate. No entanto, se optar por ir direto ao ambulatório, também será feito um trabalho com essa pessoa procedendo todos os encaminhamentos necessários.

Os grupos estão desenvolvendo atividades específicas no combate ao uso do tabaco. O programa tem como objetivo reduzir o número de fumantes, conscientizando a população quanto aos malefícios causados pelo cigarro, promovendo melhor qualidade de vida e, consequentemente, a diminuição de doenças e mortes relacionadas ao tabaco.

Paulino convida todos àqueles que desejam abandonar o vício do cigarro e explicou que quem quiser participar do grupo, deve procurar a unidade mais próxima de sua residência e manifestar o interesse. 

Vale salientar que, segundo especialistas, encarar o tabagismo como doença e não como um simples hábito nocivo à saúde é o primeiro passo a ser dado pelos fumantes para largar o vício. 

Como disse Paulino, as pessoas têm um preconceito com a busca por tratamentos, elas acham que parar de fumar é algo que têm de fazer sozinhas, sem ajuda, o que não é verdade.

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