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Postado em 12/01/2018 às 19:24

Garça: balança comercial fecha 2017 com superávit

Apesar dos percalços, do desemprego que ainda se fez presente e de algumas empresas fecharem suas portas, no ano passado a balança comercial garcense terminou o período com um superávit de US$ 10.291.514. Mais que fechar com superávit, o mesmo veio com um aumento de 17,01% em relação a 2016, quando o balanço apontou um saldo positivo de US$ 8.795.132.

Outro ponto que chama a atenção no que diz respeito aos números do ano passado é que as exportações apresentaram uma reação frente ao período anterior, ficando 3,47% superior  e as importações registram queda de 37,65 frente a 2016.

Segundo o gerente da Associação Comercial e Industrial de Garça (Acig), Fábio Dias, os números ainda refletem uma fragilidade do mercado interno, mas já apontam para uma recuperação.

“Tivemos empresas que direcionaram suas vendas para o comércio exterior, aumentaram o volume de vendas e conseguiram se manter. Por outro lado, a queda nas importações também são um reflexo do que aconteceu no nosso distrito industrial, que sofreu perdas no ano passado”, disse Dias.

Segundo o gerente, empresas de representatividade na economia da cidade tiveram percalços e não foi possível evitar os reflexos nas importações.

Segundo o economista Eduardo Rino, a queda nas importações também são consequência de um contexto vivido em 2015 e 2016.

“Em 2015 houve um aumento nas importações. Isso mostra que o empresário comprou e estocou matéria-prima. Em 2016 tivemos o ápice da crise e houve uma ociosidade. Não tinha demanda e ele ficou com matéria-prima estocada, por isso no ano passado acabou importando menos”, falou o economista.

Como lembrou Dias, no ano de 2014 as vendas foram boas, em 2015 a crise chegou. No ano de 2016 houve o ponto mais crítico e no ano passado foi o período de pensar em ‘tomar folego’.

Se auto afirmando críticos com certos procedimentos nos meios políticos e econômicos, Rino comentou que no ano passado quase todas as empresas que não ficaram atrás de benécias governamentais, como diminuição de impostos, entre outros e terminaram o período de forma positiva.

“As empresas que fugiram disso, que saíram desse discurso e que buscaram fazer a diferença, cresceram. Elas foram buscar novos mercados. Os que não acordaram foram os que mais sofreram em 2017”, falou Rino.

De acordo com o economista, em Garça a empresa PPA é um exemplo das empresas que não ficaram à mercê das benécias governamentais.

“A PPA em Garça investiu em novos produtos, apresentou um avanço tecnológico e está em evidência. Não ficou na dependência, investiu e não tem demissão em massa, além de avançar nos mercados nacional e internacional”, disse Rino.

Infelizmente, segundo o economista, uma empresa sozinha “não faz verão”, não consegue elevar os números no que se referem à balança comercial, mas ainda assim, é possível afirmar que houve uma grande participação na ‘positividade’ nos mesmos.

“Em Marília , que temos a área de alimentação, muitos investiram e o conjunto foi melhor. Volto a dizer que as importações caíram porque não estava na hora de buscar matéria-prima, mas se outras empresas na cidade tivessem investido, os índices seriam mais favoráveis”, frisou ele.


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