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Jornal Comarca de Garça

Postado em 23/09/2017 às 09:00

Semana de 23 a 29 de setembro de 1977

Iniciamos agora o nosso mergulho semanal no Túnel do Tempo, relembrando os principais acontecimentos ocorridos em nossa cidade, na semana de 23 a 29 de setembro de 1977, há 40 anos, graças a pesquisas efetuadas nos arquivos de “Comarca de Garça”.

O governador Paulo Egydio Martins assinava decreto dispondo sobre o ingresso dos componentes da Guarda Municipal de Garça na Polícia Militar do Estado. Há vários meses a Prefeitura vinha mantendo contatos visando à anexação da Guarda Municipal ao Governo do Estado. Segundo o decreto, os componentes da Guarda Municipal teriam o prazo de 30 dias para ingressar na Polícia Militar. Os candidatos deveriam ser examinados por comissão especialmente designada pelo comandante geral da PM. Todos seriam aproveitados como soldados da PM, que através do seu comando de área, sediado em Marília, destacaria de forma permanente, componentes da corporação para garantir a continuidade dos serviços prestados pela Guarda Municipal, na vigilância dos próprios municipais e do gabinete do prefeito.

Atendendo ao requerimento do vereador Luiz Carlos Beline, o diretor executivo do SAAE, Durcílio Camargo, informava a composição do conselho deliberativo da autarquia: presidente – Alberto Kerbauy; vice – Newton Kerr; membros – Orlando Zancopé Júnior, José de Almeida Godoy, Sérgio Morais e José Vieira do Nascimento. Cada conselheiro na época, recebia a título de jeton, a importância mensal de 331 cruzeiros (30% do salário mínimo).

O prefeito Francisco de Assis Bosquê mantinha contato telefônico com o subchefe da Casa Civil para assuntos dos municípios, Maurício Figueiredo, para a confirmação do programa de visita do governador Paulo Egydio aà nossa cidade, no dia 7 de outubro, com apenas uma novidade: o governador pernoitaria em nossa cidade. Aliás, a primeira da região a merecer essa honra. Paulo Egydio teria a tarde livre, quando visitaria a Garcafé, rumando em seguida para uma fazenda da região onde descansaria e aproveitaria para manter contatos com o prefeito e líderes políticos da cidade.

Comissão integrada por Antônio Fernandes de Souza, Amyr Dantas e César Augusto Queiroz, era nomeada pelo prefeito Assis Bosquê, para oferecer laudo de avaliação de terreno de propriedade do empresário Takeo Toyota, localizado no final da Vila Rebelo, e que seria cedido ao município para a construção do estádio varzeano.

Para facilitar o seu trabalho e ter condições de atender a todos os serviços de sua alçada, o comando do Destacamento da Polícia Militar em Garça, transferia sua sede para a Rua Eumene, atrás da Escola Maria do Carmo Pompeu Castro, onde se achava o Posto de Puericultura. Na Delegacia de Polícia (na antiga sede), a Polícia Militar conservaria apenas o setor de guarda e carceragem.

O volante Miro, que juntamente com o goleiro Jair Proença estava treinando no XV de Jaú, acabou agradando à direção técnica daquela equipe, que disputava o certame da divisão especial e era contratado por uma temporada. Para liberar o jogador, que tinha inscrição como amador pelo Garça, o time jauense pagaria a importância de 30 mil cruzeiros.

Por ato do presidente do  Tribunal de Justiça era promovido por antiguidade, o Dr. Antônio Roberto de Souza Aranha, juiz da Comarca de Queluz (1ª entrância), para o cargo de juiz de Direito da Comarca de Garça (2ª entrância), em substituição ao Dr. Carlos Aurélio Motta de Souza, também promovido e removido para a Comarca de Santo André. Queluz, o último local de trabalho do novo juiz garcense, é a última cidade paulista antes da divisa com o Rio de Janeiro, às margens da Via Dutra.

Quatro criadores garcenses – Jaime Nogueira Miranda, Jorge Alves de Lima, Willian Koury e Ricardo Rezende Barbosa, este último com cavalos Quarto de Milha – participavam da Exposição de Presidente Prudente, uma das mais concorridas do Estado. Na contagem geral de gado nelore, o garcense Jaime Nogueira Miranda ficou em terceiro com 113,5 pontos e Jorge Alves de Lima em quarto, com 110,4 pontos. A grande campeã da exposição foi a vaca Ingrata, de Garça, de propriedade de Jaime Miranda.

Às 22 horas do dia 28 de setembro, uma quarta-feira, chegava ao seu final o “Dezenão do Consumidor”, campanha organizada pela Associação Comercial visando à intensificação das vendas nas lojas varejistas locais. Os resultados conhecidos até aquela altura da promoção, eram os mais auspiciosos possíveis. Alguns comerciantes afirmavam que experimentaram um incremento em suas vendas, de até 300% em relação a igual período do ano anterior. Para apurar os resultados dessa promoção, o presidente da ACIG resolveu convocar uma reunião de avaliação, para ter em mãos dados concretos que permitissem uma orientação ainda melhor para os próximos anos.

Graças aos bons serviços que vinha prestando a causa escoteira desde 1970, o Grupo Escoteiro Santo Antônio, de Garça, era nomeado como sede do Comissariado Distrital. O grupo garcense seria uma espécie de representante da direção estadual do escotismo em nossa região, com jurisdição sobre os 47 municípios da 11ª Região Administrativa do Estado.

Solicitando urgência na apreciação da matéria, o prefeito Assis Bosquê encaminhava no dia 26 de setembro à Câmara Municipal, projeto de lei solicitando autorização para vender parte da Faixa de Integração. O projeto determinava uma série de exigências para quem adquirisse os lotes. As duas quadras localizadas entre as ruas Cel. Joaquim Piza e Maria de Barros, seriam vendidos a estabelecimentos comerciais, ao preço de 300 cruzeiros o metro quadrado. Da Rua Maria de Barros até a 27 de Dezembro, os lotes seriam para fins residenciais, custando o mesmo preço. Da Rotatória Alfredo Cotait (Comute) até as rRuas Joaquim Freire e Luiz Monici, os lotes seriam destinados a estabelecimentos comerciais e pequenas indústrias não poluentes, ao preço de 220 cruzeiros o metro quadrado. Da Rua Joaquim Freire até a Rua Bahia, os lotes seriam residenciais ao preço de 180 e 150 cruzeiros o metro quadrado. Daí até o final da faixa, no Distrito Industrial, os lotes custariam 80 cruzeiros o metro quadrado.

Com 75 sonetos em mais de 100 páginas, o professor Cesarino Avino Sêga lançaria brevemente o seu livro de poesias intitulado “Quando Canta a Natureza”. O livro custaria 50 cruzeiros e reunia poemas onde os principais aspectos da natureza eram exaltados.


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